Pode ser inacreditável, mas a minha mãe acha que falo pouco. Justo ela que conversa tanto comigo...
Mas ela sabe das coisas. Eu falo do que não interessa, do que não me importa.
Sinto tudo antes de falar. Um monte de vezes, acabo não falando... Sinto o mundo todo, mas falo das trivialidades. Já aprendi a falar alguma coisa, mas muitas vezes falta fôlego.
Hoje me faltou o ar. Por tudo o que escolho perder; pelo que quero acreditar, mas meu medo não deixa.
Mas disso eu não falo. Não conto pra ninguém! Acabo conseguindo respirar entre um aperto e outro. Quase ninguém percebe. Desconverso logo. Tudo fica bem de novo.
E não se fala mais nisso!