acossada
Não adianta me esconder.
Tento fugir, mas eles estão por toda parte. Na televisão, nas ruas (nas chuvas, nas fazendas), em casinhas de sapé e, o pior de tudo, na minha própria cabeça. Inconfessáveis, imperdoáveis e insistentes.
Os trocadilhos infames me seguem. Dentro da minha cabeça eu já sei que eles são infames, mas, vez por outra acabo soltando um deles. O último? Não, não posso dizer.
Posso admitir ter soltado um "Rolaldo" no último jogo da seleção, mas posso dizer que ouvi em algum lugar...
Quem poderia provar que não?
Pior mesmo é saber que esse é um dos mais leves, quase perdoável!
Mas isso é que dá ocupar 90% do meu tempo pensando no que não quero. Quando tenho uma chance mínima de liberdade, vem um desses.
É o fim da picada, mas tenho que confessar: Eu acho graça neles!
Mas não se preocupem, não vou publicá-los!