a pegadinha gigante que não cessa

Segunda-feira, 18h30

Acabado o expediente, a tola pessoa pensa em voltar pra casa. O trânsito é a visão do inferno. Chove. A garganta inflamada e a falta de sombrinha a obrigam a pegar um táxi. Decide esperar um pouco na esperança de melhora no trânsito.

São 19h e nada mudou. Resolve ir embora mesmo assim. No ponto de táxi não encontra nenhum ser vivo. A chuva piora. Depois de 2 quarteirões encontra um bendito taxista indo na direção contrária ao caminho da sua distante morada. Ela insiste em pegar o táxi mesmo assim.

Voltas e muuuuuuuuuuuuuuuito tempo parados no trânsito depois, ela percebe que aquela luzinha no painel do táxi que está acesa o tempo todo é a da reserva da gasolina. Inocente e esperançosa, ela imagina que o taxista sabe melhor do que ela o que está fazendo.

19h50, ao lado da Praça do Peixe (aquela debaixo do viaduto, no complexo da Lagoinha) ela sente um sacode do carro. Tem muita vontade de chorar. O táxi pára. O taxista vira para o banco de trás e diz: "Você não vai acreditar, mas acho que a gasolina acabou."

Ela acreditou. Cinco minutos depois, uma boa alma taxista pára atrás para dar informação de onde tinha um posto. A passageira, já descabelada, desce e corre em direção a esse novo táxi. O taxista do carro sem gasolina acha ruim ela ir embora em outro táxi. Não queria deixar o carro sozinho enquanto buscava gasolina.

 

EU DEVO MERECER!!!!!