mania de perseguição - parte I
No Manhattan Connection disseram que vivemos em tempos de histeria, que o medo é generalizado. Sei dos meus medos e preciso concordar... Não tenho medo de tudo, mas de todos. Minha paranóia hoje atinge níveis estratosféricos. Não, não tenho medo de ataques aéreos. Tenho medo de fantasmas.
Uma pergunta simples sobre o que faço pra viver desencadeou todo um arsenal de memórias assustadoras. Uma pergunta foi o suficiente para que eu concluísse sem sombra de dúvida que, sim, estou sendo NOVAMENTE perseguida pelo mesmo fantasma do passado.
E como num filme (péssimo, por sinal) de suspense, tento acobertar as pistas que levariam à minha verdadeira identidade. A mocinha misteriosa do início do filme começa a deixar transparecer sua preocupação em manter em segredo seu passado. Seu rosto já aparece com a expressão mais cansada e obscura...
O medo toma conta do meu ser. Começo a ter mais atenção quando respondo a qualquer pergunta do desavisado que, desavisado que é, provavelmente nem sabe ainda da ligação com o fantasma. O fantasma, como bom fantasma que é, não some nem com ajuda do Padre Damien. Não seria a primeira vez que ele usaria de um interlocutor inocente (o desavisado do começo do parágrafo) para me assombrar.
Nas cenas finais, a mocinha não vê mais nenhuma saída e resolve entregar todos os segredos secretos e saias balonês do seu passado. Tudo culmina na cena em que ela resolve parar de freqüentar a academia. Mas mesmo assim, o fantasma não desistiria. A continuação do filme é garantida.