acordei e queria abraçar alguém. queria abraçar o mundo.
pensei que tudo podia ser perdoado, que todas as pessoas têm algo de bom dentro de si e merecem a chance de compartilhar com o mundo. pensei que a comunhão era possível, que todas as raças, cores, credos, doutrinas e religiões poderiam se aceitar.
pensei em abraçar um desconhecido. pensei em abraçar as pessoas que já detestei. pensei, por um instante, que todo o mundo podia sentir essa mesma vontade. depois, pensei que as pessoas que detestei ainda detesto. que não quero nem acho que mereçam ser perdoadas.
pensei no mal que já me fizeram, nos sapos que engoli. pensei que o desconhecido pode ter piolhos. pensei na minha dificuldade em aceitar e perdoar os outros. e, por um instante, a humanidade fez todo o sentido. nada, mas nada mesmo, vai mudar!
Escrito por cacavel às 12h14
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resposta ao tempo
Querida amiga,
Meu pseudo sumiço não se deve a motivos específicos. Tenho andado diferente do que sempre fui. Menos atenta, menos carinhosa até. Não gosto muito da pessoa que me vejo tornar. Me pego muitas vezes pensando ou mesmo dizendo e fazendo coisas que não combinam com a pessoa que eu queria ser. Se isso é desculpa? Não, não é. Tenho tentado não me desculpar pelas minhas falhas. Tenho tentado uma nova abordagem: tento me perdoar. Sim, isso é plágio. E dos grandes, considerando que plageei uma pessoa da qual nunca fui fã. Mas pra alguma coisa os 2 anos de sofrimento durante as aulas daquela tartaruguinha de táxi teriam que servir...
Minha desatenção, meu falso desapego, minha distância (mesmo de quem anda perto) têm explicação. E é tão óbvia quanto sempre fui... Eu também me protejo do que me assusta. Tantas coisas me assustam. Me assusta o fato de ter uma idade que não condiz com minha maturidade. Eu ainda faço pirraça como uma criança de 4 anos dentro de um ônibus de viagem querendo suco (você não viu, mas foi a maior pirraça que eu já vi!). Ainda tenho ilusões sobre as intenções das pessoas. Confio demais nos meus instintos. Ainda discuto com meus pais como uma adolescente. Tenho uma dificuldade ridícula de me relacionar com minha irmã (quer coisa mais adolescente que isso?). Me assusta não ter idéia do que estou fazendo da minha vida; ou pior: ter a plena noção de que não faço nada por ela nesse momento. Me assusto ainda com trovões. Me assusta o quanto as coisas mudam mesmo que façamos toda a força do mundo pra que fiquem do mesmo jeito...
Algumas coisas não mudam, é verdade, se não fizermos nada a respeito. Essas são geralmente os vícios que a gente tem. Sempre tive o vício te tentar proteger quem eu acho que precisa de proteção, por um ou outro motivo. Já cheguei ao ridículo de ameaçar uma criatura sem pescoço 2 vezes maior que eu. Quem, no lugar desse sujeito, teria medo? Ninguém, claro. Minha proteção infame de nada adiantou. E acho que no seu caso, ela te atrapalha. Me sinto, muitas vezes, invasiva. Como se tomasse um espaço da sua vida. Te vejo mais indefesa ainda quando te vejo permitir minhas intromissões e palpites. Isso não é um pedido de desculpas, ainda...
Não é justo mesmo fazer toda essa invasão e depois de deixar sentindo falta da minha constante interrupção. Eu te viciei nisso, né? Mas tenho que encontrar um equilíbrio nisso. Pessoa que adoro muito, também sinto sua falta. Claro (pra mim)! E só pra mim mesmo, já que não tenho feito muito pra demonstrar sentimento algum por pessoa alguma...
Os outros possíveis leitores que me desculpem se não entenderam nada, mas é uma resposta, como já dizia o título. Explicações só em outro ramal...
Escrito por cacavel às 17h20
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já faz tempo que leio umas coisas desse blog e morro de rir, mas esse comentário foi o melhor!!!
a menina está contando sobre uma conversa com um tosco ex no icq. quem quiser conferir na íntegra: http://tudopalhaco.blogspot.com/2004_12_01_tudopalhaco_archive.html no post do dia 3/12.
Palhaço: o churrasco foi de 6 da tarde até meia noite. foi num clube com horário marcado. (Foda-se. Você não tem que me dar satisfação. Quando deveria dar, não deu. Não venha agora me encher com detalhes sobre a sua vida cheia de festinhas de universitário inconseqüente...) Eu: tarde pra um convite a uma dama q vc nao ve faz tempo...(Eu fiz Socila!) Palhaço: já pedi desculpas, mas só agora cheguei em casa.
essa da Socila foi a melhor! ao que tudo indica não fomos só eu e Pat a fazer esse curso...
Escrito por cacavel às 19h08
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